Em busca aos blogs que tratavam do assunto EAD, lendo artigos, percebi uma certa indiferença em relação ao professores tutores. Em um grande número debate-se sobre a qualidade do ensino, a tecnologia empregada, o conteúdo disponível, etc., mas o tutor ainda está em segundo plano.
De alguns anos para cá os cursos a distância vem crescendo enormemente. Por que isso acontece? É união da “fome com a vontade de comer”. Pelo lado do estudante a mensalidade é muito menor, com pouco ou nenhum custo de deslocamento e flexibilidade de horário. Para as instituições de ensino, atingir um público sem limite geográfico e diminuição de custos.
De alguns anos para cá os cursos a distância vem crescendo enormemente. Por que isso acontece? É união da “fome com a vontade de comer”. Pelo lado do estudante a mensalidade é muito menor, com pouco ou nenhum custo de deslocamento e flexibilidade de horário. Para as instituições de ensino, atingir um público sem limite geográfico e diminuição de custos.
Mas, um novo desafio aparece. Será possível manter a qualidade do ensino e superar a falta do contato direto aluno-professor? Acredito sim que é possível, porém ele passa diretamente pelas mãos do professor-tutor. Agora, é necessário um professor-tutor que esteja muito além do conhecimento técnico do assunto, apesar de fundamental como em qualquer tipo de curso.
Para quem ainda incia a participação neste assunto, temos dois tipos de professores para os cursos totalmente online: O professor-conteudista (é o que desenvolve o conteúdo do curso) e o professor-tutor (é o que coordena um número X de alunos, e faz toda a interação com os mesmos através do sistema disponível).
Para quem ainda incia a participação neste assunto, temos dois tipos de professores para os cursos totalmente online: O professor-conteudista (é o que desenvolve o conteúdo do curso) e o professor-tutor (é o que coordena um número X de alunos, e faz toda a interação com os mesmos através do sistema disponível).
O professor-tutor não pode ser considerado um “robozinho” atrás do sistema. Nos cursos existem vários perfis de alunos: Os naturalmente digitais (mais próximos ao conceito de geração Y), os com dificuldades digitais (por perfil de idade ou questões culturais/sociais), com tempo e sem tempo, com interesse e sem interesse, jovens e maduros, etc. Se em sala de aula se faz a necessidade de motivar, dar atenção, perceber o aluno e suas características, no ambiente este trabalho ganha inúmeras vezes maior importância. Podemos resumir o sua atuação em cinco palavras: Conhecimento, Domínio, Comprometimento, Pró-atividade e Percepção.
- Conhecimento da disciplina, pois sem ele todo o resto não faz sentido. O aluno rapidamente perceberá, mesmo à distância, o nível de conhecimento do professor.
- Domínio das ferramentas do sistema. Conhecer bem os recursos, características e até limitações da plataforma técnica oferecida, para saber usar e auxiliar seus alunos.
- Comprometimento com os alunos e a instituição. Neste modelo faz-se necessário um maior esforço e atenção no desempenho das atividades.
- Pró-atividade. Não é possível ficar esperando que os alunos por si motivem a participação no curso. O professor–tutor deve ser o mais motivado e maior incentivador à participação dos alunos.
- Percepção. Se no modelo presencial reconhecer o perfil e características do aluno é importante, no virtual podemos dizer que é uma arte. A percepção aguçada e uma postura ética e profissional é que ajudará a “conquistar” o respeito e afeição dos alunos, fundamental para s solução de possíveis problemas e situações delicadas.
Cito uma frase que pode nos fazer refletir sobre o conceito exposto no artigo. O autor da frase quando questionado sobre “novos caminhos” respondeu:
“Não, não tenho um caminho novo, o que tenho de novo é o jeito de caminhar”.
Thiago de Mello
Thiago de Mello