sábado, 1 de outubro de 2011

Professor-tutor, ele é o segredo!


Em busca aos blogs que tratavam do assunto EAD, lendo artigos, percebi uma certa indiferença em relação ao professores tutores. Em um grande número debate-se sobre a qualidade do ensino, a tecnologia empregada, o conteúdo disponível, etc., mas o tutor ainda está em segundo plano.


De alguns anos para cá os cursos a distância vem crescendo enormemente. Por que isso acontece? É união da “fome com a vontade de comer”. Pelo lado do estudante a mensalidade é muito menor, com pouco ou nenhum custo de deslocamento e flexibilidade de horário. Para as instituições de ensino, atingir um público sem limite geográfico e diminuição de custos.
Mas, um novo desafio aparece. Será possível manter a qualidade do ensino e superar a falta do contato direto aluno-professor? Acredito sim que é possível, porém ele passa diretamente pelas mãos do professor-tutor. Agora, é necessário um professor-tutor que esteja muito além do conhecimento técnico do assunto, apesar de fundamental como em qualquer tipo de curso.


Para quem ainda incia a participação neste assunto, temos dois tipos de professores para os cursos totalmente online: O professor-conteudista (é o que desenvolve o conteúdo do curso) e o professor-tutor (é o que coordena um número X de alunos, e faz toda a interação com os mesmos através do sistema disponível).
O professor-tutor não pode ser considerado um “robozinho” atrás do sistema. Nos cursos existem vários perfis de alunos: Os naturalmente digitais (mais próximos ao conceito de geração Y), os com dificuldades digitais (por perfil de idade ou questões culturais/sociais), com tempo e sem tempo, com interesse e sem interesse, jovens e maduros, etc. Se em sala de aula se faz a necessidade de motivar, dar atenção, perceber o aluno e suas características, no ambiente este trabalho ganha inúmeras vezes maior importância.  Podemos resumir  o sua atuação em cinco palavras: Conhecimento, Domínio, Comprometimento, Pró-atividade e Percepção.
Conhecimento da disciplina, pois sem ele todo o resto não faz sentido. O aluno rapidamente perceberá, mesmo à distância, o nível de conhecimento do professor.
Domínio das ferramentas do sistema. Conhecer bem os recursos, características e até limitações da plataforma técnica oferecida,  para saber usar e auxiliar seus alunos.
Comprometimento com os alunos e a instituição. Neste modelo faz-se necessário um maior esforço e atenção no desempenho das atividades.
Pró-atividade. Não é possível ficar esperando que os alunos por si motivem a participação no curso. O professor–tutor deve ser o mais motivado e maior incentivador à participação dos alunos.
Percepção. Se no modelo presencial reconhecer o perfil e características do aluno é importante, no virtual podemos dizer que é uma arte. A percepção aguçada e uma postura ética e profissional é que ajudará a “conquistar” o respeito e afeição dos alunos, fundamental para s solução de possíveis problemas e situações delicadas.
Cito uma frase que pode nos fazer refletir sobre o conceito exposto no artigo. O autor da frase quando questionado sobre “novos caminhos” respondeu:
“Não, não tenho um caminho novo, o que tenho de novo é o jeito de caminhar”.
Thiago de Mello

"O uso de redes sociais como ambiente de venda"

Artigo de minha autoria publicado no Webinsider/UOL.


http://webinsider.uol.com.br/2010/05/07/o-uso-de-redes-sociais-como-ambiente-de-venda/


Podemos promover a venda de produtos e serviços em ambientes de redes sociais sem cansar ou desagradar as pessoas, muito pelo contrário. Veja algumas dicas.



É inegável que as redes sociais são um caminho interessante e viável para a comunicação entre empresas e consumidores.
Twitter, Orkut, Facebook, UNIK, Badoo, Hi5, Quepasa e muitas outras fazem parte do boom das redes sociais..
É até difícil para o usuário de internet gerenciar suas redes de relacionamentos, já que a todo o momento chegam “convites” para participar de uma rede nova. Como ter tempo para rotineiramente interagir com todas elas? Impossível para a maioria.
Ao mesmo tempo, imagine para as empresas. Como participar deste mundo relativamente novo sem se perder em estratégias, ou mesmo sem perder tempo e dinheiro? Como lançar ações que tragam resultados reais? Como convertê-las em ganho de imagem e principalmente e diretamente em vendas?
Seguem abaixo algumas dicas que podem ajudar muito.

Conceitos

Não dá para abraçar todas as redes. Identifique onde está em maior número o seu público-alvo e centralize os esforços e investimentos.
Lembre-se que não estamos lidando com uma “rede mundial de computadores”, mas com uma “rede mundial de pessoas”, interligadas através de computadores. São os humanos que agem, espalham informações e compram.

Consumidor

É movido por interesses. A pergunta chave que ele faz é: - O que vou ganhar com isso? Identifique e deixe claros os motivos (que devem ser realmente interessantes e viáveis) para que participem da ação, façam indicações, comprem etc.
A forma de se relacionar e consumir tem as suas peculiaridades inerentes ao meio em que eles estão interligados (real ou virtual). Entretanto, cultura, criação, regionalização, gostos, família, amigos, medos, carências, modismos, referências e sentimentos fazem parte e participam também de vida “virtual”.
Ou seja, a sua vida “real” está intimamente ligada à sua vida “virtual”, uma influenciando diretamente a outra. Devemos tratar nossas ações pensando na interligação e influências das ações nos dois mundos e não de forma independente.
Busque o paralelo entre as duas “vidas”. Muitos “tímidos” são extremamente ousados por trás dos computadores. Procure saber quais os seus hábitos e personalidades nos dois mundos.
Lembre-se que o consumidor sempre quer ser acolhido, entendido, valorizado e destacado, não importa o “ambiente” onde estiver.

Comunicação

Verifique quais assuntos e comunidades que tenham relação com seu produto ou serviço são mais importantes dentro de cada rede social. Foque a comunicação.
Utilize-se dos principais “personagens” de cada rede. Eles podem ser seus garotos e garotas propaganda no mundo virtual (multiplicadores e incentivadores de compras).
Não vamos esquecer as lojas físicas (apesar da dificuldade com relação à equipe, são ótimas possibilidades de contato com o público) e a mídia tradicional para divulgar e incentivar aos clientes a tornarem-se “amigos” nas redes.
Crie formas de incentivar a multiplicação e que sejam atreladas a sites ou hotsites que possam “construir” cadastros. Existem sistemas nos quais o usuário consegue “importar” seus contatos das principais redes.
Tome cuidado para não saturar o consumidor com mensagens e ações. Envie somente para os que se tornaram “contatos” da empresa e não utilize spam (por e-mail ou via redes). Isso vai prejudicar a credibilidade da sua empresa. Estamos criando fidelidade de relacionamento e, por conseqüência, vendas.

Vendas

Considere usar sorteios e ações específicas para cada tipo de rede. Prepare cupons e tickets para incentivar as vendas no e-commerce ou lojas físicas (impressos, Bluetooth, SMS etc). Mas só se o prêmio for bom.
Utilize-se de promoções “relâmpago”. O medo da perda continua sendo um grande aliado.
Dê prêmios e benefícios ao internauta que ajudou a vender.
A estratégia do “amigo premiado” aqui também funciona. Quem inserir um banner, mandar mensagens ou outras ações em prol da empresa pode ser selecionado para ganhar prêmios a qualquer momento.
Com estas dicas, as empresas com certeza podem potencializar e muito os resultados com as redes sociais. Sejamos estratégicos, criativos e ousados, sempre com responsabilidade. [Webinsider]

Marketing Viral para vender!


Artigo de minha autoria publicado no HSM - online - uma das mais conceituadas editoras sobre negócios e marketing.


http://www.hsm.com.br/editorias/marketing-viral-para-vender

Muito tem se falado sobre ações de marketing e vendas com o menor investimento e maior convergência possíveis, incluindo também a procura cada vez maior pela fidelização de consumidores, buscando torná-los naquilo que o que o marketing moderno chama de clientes evangelistas.
Por estas tendências e necessidades, fica evidente que o uso de ações buzz ou marketing viral passa a ser uma excelente opção para transformá-las em realidade. São temas ainda pouco difundidos, não utilizados fortemente e sem conceitos bem enraizados se comparados a outras ações como, por exemplo, promoções de vendas. De qualquer maneira o uso destas estratégias é um caminho sem volta, ainda mais com o crescimento da internet, que facilita e barateia este tipo de ação.
Temos ainda muita confusão entre os conceitos de marketing viral e buzz marketing. A pergunta que se faz é se existem diferenças entre eles ou são apenas nomes aplicados por autores e profissionais diferentes. Além disso, consideramos que se faz necessária a análise não somente destes dois itens, mas também de outros que passem a constituir uma ação completa, desde a indicação até a venda de produtos.
Para responder estas questões e fazer com que os profissionais possam usar o mesmo padrão de referência, propomos a seguinte analogia e conceituação:
Marketing de boca-a-boca: indicaçãoConsideramos “a ação ou o ato de falar ou indicar algo a alguém”. Ação esta que nasceu praticamente junto com a humanidade e inerente das características do ser humano “social”. Próprio da vida em sociedade, uma necessidade básica de compartilhar coisas boas e ruins.
Todo ser humano, em maior ou menor frequência, já ouviu ou espalhou uma notícia, um fato, ou a popularmente chamada “fofoca”. Estas atitudes das pessoas, intencionalmente ou não, acabaram sendo usadas pelos “comerciantes” de todos os tempos.
Podemos considerar que, quando usadas de forma estratégica e profissional no mercado, temos a integração entre o marketing e o boca a boca. Ou seja, o marketing de boca a boca.
Marketing viral: multiplicaçãoÉ uma fase posterior e mais ampla do marketing de boca-a-boca. É preciso que existam ferramentas tecnológicas que permitam que ele se torne viral (ou pandêmico).
Talvez a primeira tecnologia que propiciou a multiplicação viral de informações tenha sido o telefone. Todavia, nada pode ser comparado à internet. A potencialização foi extrema. Em poucos cliques o conteúdo chega a uma infinidade de contatos e a internet propicia um alastramento muitíssimo mais rápido que no mundo real ou mesmo através do telefone.
Uma observação se faz necessária: consideramos como “fatos virais” as multiplicações de notícias, vídeos, etc. que acontecem naturalmente, sem ou com a intenção de tornar-se viral, mas que não divulgam propositadamente qualquer tipo de marca/produto/serviço.
Ações “pensadas” e preparadas intencionalmente por empresas, utilizadas como forma de divulgar uma marca/produto/serviço, é o que podem ser consideradas como “marketing viral”. Todavia, ainda estamos trabalhado em um nível superficial de “relacionamento” e apenas realizando a função de divulgação ou propagação da mensagem ao possível cliente da empresa.
Buzz marketing: relacionamentoO termo buzz traduzido para o português que dizer zumbido (Michaelis/UOL, 2009), mas podemos citar também alguns outros substantivos que ele indica: sussurro, murmúrio, rumor, isca artificial.
O “marketing do zumbido” é mais do que o espalhe de informações. Realiza um trabalho parecido com o das abelhas, que passam a ter um “relacionamento” mais íntimo e importante com as flores que fertilizam, levando um pouco de seu néctar e outros polens para fecundar outras flores. Uma relação natural, inteligente e necessária para a sobrevivência das duas espécies. Fazendo uma analogia com empresas e consumidores, que bom seria se mantivessem sempre uma relação assim!
Utilizando-se das características e técnicas dos anteriores, o buzz marketing é aprimorado com ações estratégicas bem definidas, elaboradas e monitoradas para atingir os objetivos previamente definidos. Parte do princípio da busca a um nível mais avançado de conhecimento e relacionamento com seu público-alvo, baseados inclusive nos estudos referentes ao consumidor.
O planejamento estratégico é necessário para o sucesso da ação. Busca-se o nível maior de comprometimento entre a empresa/cliente dentro da ação. Também poderão ser utilizadas técnicas e ferramentas de fidelização, ou em um termo mais recente, de evangelização de clientes (fazer com que os clientes sejam fiéis à marca/produto/serviço, ao ponto de querer “evangelizar” e até convencer outros possíveis clientes a comprá-los pensando sinceramente que: “Se é bom para mim vai ser bom para eles”).
Buzz sales: vendasSeguindo o raciocínio anterior, o buzz sales é uma evolução ou uma sequência lógica e com objetivo bem definido, que é vender! Aqui batizamos com o nome de: “buzz sales”, ou “vendas por zumbido”. Esta etapa merece ser “separada”, analisada e planejada com todo o cuidado e atenção pelos profissionais de marketing e de vendas.
Preço, formas de pagamento, atendimento, garantias, etc. precisam ser ainda mais atraentes e as informações, claras e objetivas, para que haja o consumo através do buzz sales “online”. Com o buzz sales fechamos ciclo natural da ação de buzz, inciado pelo marketing de boca-a-boca, potencializado em sua multiplicação pelo marketing viral, qualificado pelo buzz marketing e convertido em vendas pelo buzz sales.
Uma ação pode ter todas estas etapas ou apenas uma, duas ou três delas. Tudo depende da necessidade e objetivos. Mas uma ação completa somente é finalizada com a venda do produto ou serviço.
Buzz force (Força do Zumbido).
O conjunto dessas ações é o buzz force. O termo “force” foi escolhido para que representasse toda a força que uma ação completa, bem feita e realizada pode obter de resultados. É um nome forte, com características de fácil lembrança, de possível aceitação pelos profissionais, e adequado a uma proposta de padronização.
Enfim, podemos relembrar as palavras chaves que resumem as características de cada etapa:
• Marketing de boca a boca: indicação
• Marketing viral: multiplicação
• Buzz marketing: relacionamento
• Buzz sales: venda